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Artur,
nove anos, é estudante do ensino fundamental. Sempre atento às
notícias jornalísticas, aos dois anos já possuía
um vocabulário surpreendente. Curioso, gostava de aprender palavras
novas e difíceis de pronunciar. Atualmente diverte-se assistindo
o Jornal Nacional e a CNN. O avô foi um grande jornalista em Goiás.O
pai é médico e tem uma coluna de gourmet no Jornal O Popular,
na qual evidencia-se sua veia jornalística.
Ao ver a mãe escrever um romance, Artur foi um grande incentivador
e empolgou-se com a idéia de fazer parte de uma trupe de escritores.
Esse primeiro conto foi premiado na Escola Interamérica, onde estuda.
Assim Artur e Valéria (sua mãe) iniciam a carreira de escritor
lado a lado, na mesma "távola", esperando perpetuar o
brilhante legado de Domiciano de Faria.
arturafp@bol.com.br
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Antologia
de Contos Fantásticos - vol.7

O
vampiro e a menina
Tenho 9 anos e uma irmãzinha de seis. Às vezes conto histórias
para ela ficar com medo. É muito divertido! HAHAHÁ !
.....
Era uma vez uma menina que se chamava Isabela. Certo dia, Isabela foi
dormir e quando acordou havia um vampiro perto dela. O vampiro se escondeu
para que ela não revelasse sua identidade. Isabela procurou e
procurou o vampiro até enjoar de procurar. Pensou que era só
um sonho.
Quando voltou a dormir o vampiro apareceu e tentou sufocá-la
com o travesseiro, mas não conseguiu porque Isabela se virava
para um lado e para outro. Depois, tentou afogá-la dentro da
piscina da cobertura do apartamento após carregá-la nos
braços. Quando estavam na borda da piscina, ela começou
a se mexer e o derrubou dentro da piscina – estava sonâmbula.
Na terceira tentativa tentou fazer um buraco na tela da janela do quarto
dela para jogá-la. Inesperadamente o pai de Isabela entrou no
quarto para lhe dar um beijo de boa-noite. Então o vampiro teve
que se esconder novamente. Mesmo escondido, o vampiro continuava planejando
uma forma maquiavélica de matar a menina. Tentou hipnotizá-la,
mas não podia porque ela já estava de olhos fechados.
Cansou-se de pensar e teve vontade de esmagá-la em sua cama com
a antena parabólica do telhado de seu apartamento. Dessa vez,
ao tentar, a antena pifou e deu um eletrochoque no vampiro. Sempre que
estava conseguindo a coisa que queria, acontecia algo que evitava seus
atos. Finalmente pensou que nunca iria
conseguir e falou para si mesmo que era melhor desistir de ser mau e
ser bonzinho. Assim começou a gostar de Isabela.
Quando a menina acordou, fez um trato com ela:
— Não revele minha identidade e serei seu melhor amigo
para sempre.
Resolveu lhe dar dois brinquedos, pois agora era seu amigo para sempre.
Uma boneca e um bebê de brinquedo, pois achava que as meninas
gostavam de bonecas e bebês. Queria agradá-la para ter
certeza que não revelaria sua identidade e para que ela não
enjoasse dele, porque ele já estava gostando dela. Então
leu uma poesia para ela.
Sua cabeça é o sol,
Seus olhos duas estrelas,
Seu cabelo uma nuvem,
E sua boca é meia-lua.
Essa
amizade foi crescendo e crescendo até o final da vida de Isabela.
O vampiro quando viu Isabela morrer de velhice, resolveu morrer também.
Ficou de olhos abertos esperando o sol nascer. Quando viu o sol seus
olhos queimaram e ele desapareceu.
Reencarnou no mesmo corpo, agora sem presas e sem garras e ressuscitou
Isabela.
FIM
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