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Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 83 - Novembro de 2011
Lúcia Edwiges Narbot Ermetice
Campinas / SP

 

Rugas

 


Frente ao espelho, com cuidado,
analiso cada ruga de meu rosto.
São dobras que o Tempo,
quando nos roça, faz.
Esta aqui será talvez
a febre que um filho teve?
a outra ruga uma rusga
a perda de alguém querido
desavença com um amigo,
será dor ou sofrimento?
Tudo isso e muito mais.

Cada ruga é algo que aprendi,
que chorei ou que sofri
mas também o que sorri,
o que sonhei, o que venci.
São caminhos
que a Vida percorreu
em minha vida.
Abençoada seja cada uma
das rugas de meu rosto.
Elas são tudo aquilo que vivi.

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