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Rubens
Alves Ferreira
Taguatinga
/ DF
Egodrama
Sabe! Esta caneta poderia
Desvendar o que sempre procuro.
Aturo monturo da "cabeça feita"
No correr do tempo:
Quiçá poderia ser limpo com a ponta
De um condão mestre silvestre.
Aceno flâmulas acumulo cumulo
Pulo o muro e é o cúmulo.
Do outro lado, obstado... E o assunto?
Desapontado do fado construo uma escada
Cilada. Torno ao começo do nada
Para nada começar recomeçar.
Volto a içar ideias revôlto
Passo por cima e acima
No cimo fracasso amasso mágoas
Atuo com braços de aço, amordaço medo
E no regaço das mangas vislumbro
Caminho. Sozinho...
Aninho no seio receio...
Mas volto e me solto a seguir.
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