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Volta
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Vinicius da Silva Soares
São Gonçalo / RJ

 

O dândi


Não há quem se prenda em vão
Nos laços atados do sol
Para mim, o receio da solidão
Faz o peixe beijar o anzol

O medo de si, do divagar
É espadim fervente
O refletir corta a alma, devagar
Ai, dos de pensar latente

Eis a maldição dos que têm pela arte a paixão
A erudição não é dom de todos
Se és sábio, és ermitão
Ou és culto, ou és tolo

Quanto a mim, flâneur que sou a contento
Priorizo o abster-se freqüente
Melhor é amasiar-se com o vento
Do que ser cercado de gente

(para Fernando Monteiro de Barros)