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Nilson Vieira Moreno
Antologia on line

São Carlos / SP

 

Gigante


Quando eu crescer, qu’eu cresça o suficiente
Pra assustar os demônios mais gigantes
Às feras que intimidam, mil avantes
Bradarei avançando qual demente

À maldade que vê, e que pressente
Que já não mais me assusta, como dantes
Que de sofrer carvões, em diamantes
Transmutaram-se os medos neste ente

Qu’eu cresça finalmente até a altura
Que possa olhar no olho a criatura
Qu’ela fuja temendo minha espada

Ou quem sabe ela enfrente o eu enorme
E que não tenha ataque a contrapor-me
Que vá diminuindo até ser nada.


 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 64 - Maio / 2010