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Guarapuava
/ PR
Sexamorfose
O
pedir de seus lábios em mímica provocativa
Permitindo o nu conjunto num mesmo recinto
Revela a cinética de sua pele, então rósea viva
Transpirando o torpor do pecado chamado instinto
Aos poucos uma maldade bonita geme silenciosamente
Perscrutando uma necessidade atávica em cada grupo de fibras
De dois sistemas em fagueira, manquejando vigorosamente
Enquanto um esboça olhos famintos, outro apenas sorri em libras
Dois cheiros, lapidando o soletrar de vontades reprimidas
Mapeiam as curvas onde a saliva desliza em cortejo
Depois evapora formando nuvens, que quando espremidas,
Provocam uma chuva de sussurros, lixiviando o desejo...
Ah! O sexo é uma paranóia feliz (ou o feliz, paranóico
se torna?)
Performance por performance, numa eufórica montanha-russa gigante
Uma diversão volátil que “ascende por toda a espiral
da forma”:
De uma inocente violentada a uma noite incrivelmente apaixonante
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