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São
Caetano do Sul / SP
Poema
sem título
O
tempo parece que para
Como uma obra que não segue,
Uma casa que não se abre,
Um verso que retrocede.
Como um quintal sem canteiro,
Esperando que lhe plantem,
Um jardim, uma horta, uma rosa,
Um outeiro.
O tempo assim, sem destino
Transparente,
Observa o movimento dos homes,
Como criança obediente, sentada no sofá,
Sem fome, sem ânsia, sem sede,
Aguardando o que virá,
Como um farol fechado, um instante guardado,
Um carro parado no cruzamento
E lá dentro,
Entre um olho aberto
E um reflexo no pedal,
Imóvel,
Está o tempo
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