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Roseane Suely Pinto Marques Ferreira
Antologia on line

Belém / PA

O vai e vem da Poesia (Quem disse que é fácil?)

 

Afinal quem disse que é fácil rimar?
Tampouco poetar é simples, repentino
Apor no papel o sentir é transfigurar
Por vezes, reflete do poeta o destino!

Compor poesias é como dar as dores vazão
Escritos transbordam, qual água derramando
Outros exigem suor, questionando a razão,
Nas letras transpostos, são sonhos realizando!

Sempre trazem prazer, se triste ou alegre for
Fazer poesia é um elevar, doar-se ao universo
É como gestar a cria e depois ao mundo expor
Rimar é dar ao poema melodia, sons ao verso!

Mas quem falou que é tão fácil a composição?
Às vezes preciso para mim poesia encomendar
Então suspiro, do mundo me vou outra dimensão,
Distrair a mente busco inspiração, música escutar!

Há lapsos e lacunas, papel, caneta jogada de lado
Mudez total do criar, vazio, buraco existencial
Nesta hora nada ocorre, é como um dado jogar
Quando se espera o Seis e vem o nada inicial.

O tempo nos recupera traz de volta cor, encanto
Ou um novo ocorrer mexe a nossa poesia interior
Daí voltam as letras, versos, rimas sem espanto
Derrama de novo como alegria o nosso compor!

 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 63 - Abril / 2010