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Porto
Alegre / RS
À
procura
Pela noite saio a vagar,
A apreciar a brisa
Que promete a chuva vindoura.
Ando, ando,
Vasculho cada esquina,
Cada praça, cada viela
E não encontro.
Desce a chuva,
E eu molhado, perdido,
Com frio, continuo a buscar
O sentido, o passado, um motivo.
Quão mais escuras as ruas,
Maior é o alento que sinto,
Mergulho num caminho
Prazeroso e faminto,
Mas não encontro.
Me escondo,
Do mundo, de mim,
Do bem, do mal,
E continuo a vagar,
Mas devo encontrar antes que pare a chuva.
Caso ela finde antes do encontro,
Continuo a esconder-me,
Na noite, nas sombras, na névoa,
Nas vias escuras do eu, onde ando, onde chove,
Onde encontro o prazer
De viver a buscar,
Ao menos até me encontrar.
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