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Bauru / SP
Jajo
És
como gota d’água em pleno deserto de sal
Capturando e fazendo boiar todo o azul do céu
Em contraste com o branco que me toca
Nessa imensidão que vejo ao meu redor
Quisera desfazer-me em tuas gotículas
E deitar no brando frescor que é tua pele
Alimentando minha sede de mar
Ao adentrar em teu ser infindo
Sem alegorias fantasmagóricas
Para que pudesse completar-me em tuas brumas
Como orvalho que amanhece
E logo evapora em meio ao calor da chuva
Sendo uma contradição alucinógena
Ao ser-me tua em teu céu de bálsamo
Tornando rotas as verdades que se tinha
E embalando em meu colo todas as tuas frutíferas gotas.
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