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Antonio Taumaturgo de Oliveira
Brasília / DF

 


Tarde demais

 

Para renovar o que está morto
Recuperar o que se perdeu
Consertar o que está quebrado.

Mesmo que se unam os cacos
Não se recupera o que foi quebrado,
Recupera-se apenas o que sobrou.

Mesmo que volte ao passado
Só vai reavivar o que se perdeu
Sem nunca saber por que aconteceu.

Se após a morrer
Pudesse ressurgir do que restou
Me sobraria o vazio da existência.

O que deixei de fazer
E o que fiz,
Não faz mais sentido
O agora foi desfeito pelo ontem.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 62 - Março / 2010