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Carlos
Alberto Freire Costa
Brasília
/ DF
Poema
sem título
Por que não pensar? Só
porque o vinho acabou,
Nada disso, está em fase de cura, buscando seu melhor sabor,
Os paladares que se foram, são atrasados, não entenderam
a sabedoria do tempo,
Esqueceram que a maturidade faz parte da construção
de uma história,
Esqueceram que o rompimento do ciclo é temeroso,
Não significa a virtude do saber.
As respostas podem ficar incompletas e sem sentido,
Com faltas substanciais do grande mistério que é a própria
vida.
Então, se a lágrima surgir, dei-lhe a liberdade, sua
explosão tem
O limite do corpo,
Se for saudade, não esconda, sua manifestação
rompe o segredo
Do silêncio.
Se for falta de acalanto, rompa o espaço e abra os braços
para si.
São noites de solidão.
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