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Mônica
Magalhães Cavalcante
Fortaleza
/ CE
Angústia
Uma
opressão me prende ao fundo do quarto:
É a solidão do ponteiro, a espera da palavra muda.
Mando dizer a mim que não estou.
Não, não ficarei - a dor antecipa os desencantos
E negocia um prazo pros carinhos relegados.
Relevo, minto de meus desejos e de minhas culpas,
Conjeturo, creio e descreio - a omissão me nauseia,
Sou um pífio objeto escondido em minhas retinas.
Não, não estou, errarei por entre livros e arquivos
- olhos na tela, na memória que dividimos e refreamos
Nas horas que segredamos e nas certezas que criamos.
A todos direi, calado o gesto, que me guardei em mim.
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