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Maurício dos Santos
Paranaguá / PR

 


Beleza da natureza (ei-lo, um novo dia)

 

As nuvens escuras
Lentamente a dissipar-se
Lutando para manter-se
No negro céu.

O movimento do universo
Dá a nítida impressão
Que a escuridão
Revolve-se em agonia
De modo a não permitir
Nascer mais dia.

Luta de titãs
Noite e dia
Luz e trevas
Claro e escuro!

Eu sou nessa história
Um mero espectador
A contemplar o Deus de Amor
Que me permite ver essa beleza
Proporcionada pela natureza
Criação primorosa de Suas Mãos
Tal e qual eu sou.

As estrelas foram embora
Ofuscadas pelo clarão da aurora
E os passarinhos em alegre melodia
Anunciam que nasceu mais um dia
As cigarras então, dizem que é tempo bom!
Em sua afinadíssima e estridente canção.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 62 - Março / 2010