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Bernadete Florentina de Lara
Cuiabá / MT

 


Tributo ao meu pai

 

Sua proteção paternal quando segurava minha mão para evitar que eu caísse
Seus conselhos sempre bons a me orientar sobre o que eu deveria fazer
A preocupação com o alimento para que eu nunca passasse fome
A moradia como o abrigo seguro da família
O remédio na doença
A escola para que eu aprendesse ler e escrever...
Essas são apenas algumas das coisas boas que o senhor me proporcionou.
Lembro-me suas mãos calejadas pelo trabalho, porém,
acima de tudo, o compromisso de ser pai, o meu pai!
Ah! Papai, como eu tenho orgulho de ser sua filha, de ter sua cor, o seu sobrenome e ter conquistado o respeito de muitos pelo fato de ser sua filha!
É pena que reconheça isso agora, considerado um pouco tarde.
Perdão pai, porque só agora cresci e posso reconhecer
tudo de bom que o senhor fez por mim.
Posso citar às vezes que me levou para a igreja e me educou na fé cristã.
Quem me dera hoje poder abraçá-lo e dizer tudo isso.
Não posso mais contemplar sua face, nem ouvir sua voz, no entanto pai,
sei que continua a zelar por mim de onde estiver.
Obrigada, papai!

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 62 - Março / 2010