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Bernadete
Florentina de Lara
Cuiabá
/ MT
Tributo
ao meu pai
Sua proteção paternal
quando segurava minha mão para evitar que eu caísse
Seus conselhos sempre bons a me orientar sobre o que eu deveria fazer
A preocupação com o alimento para que eu nunca passasse
fome
A moradia como o abrigo seguro da família
O remédio na doença
A escola para que eu aprendesse ler e escrever... Essas são
apenas algumas das coisas boas que o senhor me proporcionou.
Lembro-me suas mãos calejadas pelo trabalho, porém,
acima de tudo, o compromisso de ser pai, o meu pai!
Ah! Papai, como eu tenho orgulho de ser sua filha, de ter sua cor,
o seu sobrenome e ter conquistado o respeito de muitos pelo fato de
ser sua filha!
É pena que reconheça isso agora, considerado um pouco
tarde.
Perdão pai, porque só agora cresci e posso reconhecer
tudo de bom que o senhor fez por mim.
Posso citar às vezes que me levou para a igreja e me educou
na fé cristã.
Quem me dera hoje poder abraçá-lo e dizer tudo isso.
Não posso mais contemplar sua face, nem ouvir sua voz, no entanto
pai,
sei que continua a zelar por mim de onde estiver.
Obrigada, papai!
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