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Jadson de Oliveira Simões
Aracaju / SE

 

Chuva

 

Quisera sempre teu solo, sertão,
A fértil água logo receber
Para o homem feliz co´a tosca mão
Todo o gérmem da gleba alfim colher.

Resistir a tristura, atroz tormenta!
Quem verá o torrão d´água ensopado?
Somente a fé, fiel - por fim sustenta
Quem pede chuva para o chão sulcado!

Mas o som d’água não descai na terra
Que alquebrada e faminta louca berra
Tal filho que da mãe aspira ao colo.

Não cai - opima, veloz , torrencial,
Sacrossanta, em concerto no beiral,
Noite adentro a regar o triste solo.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 61 - Fevereiro / 2010