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Edna
das Dores de Oliveira Coimbra
Rio
de Janeiro / RJ
A
voz da razão
Estive
no mais profundo dos abismos
Cercada por vozes que ecoavam dia e noite em meu ouvido.
Xingavam-me, atormentavam-me,
Queriam o meu fim.
Eu tentava me libertar daquele imenso vazio,
Que me puxava cada vez mais para o seu interior.
Onde se travava uma luta constante,
Entre o real e o imaginário.
Minha cabeça criava situações inexistentes,
E o meu corpo se deixava levar por isso.
Então, nesse meu abismo,
Ouvi uma voz mais forte que todas as outras vozes,
Que me dizia: Venha! Saia daí! Lute! Liberte-se! Você
consegue!
Levei algum tempo até discernir que voz era aquela.
Era a voz da razão.
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