Anita
Costa
Pedra
Azul / MG
Plagiário
Seguir...
Até onde o olho... Boca mecânica em bolas senis
Fatos inconstantes em joelhos quadris...
Para ser disforme? Para ser real?
Calcemos as sandálias velhas
E arrastemos-nos daqui
Plágio pungente plágio
Plagiando a mim mão mortiça
Dedos de carne estéril e ignota
Pensas que pode?
Talvez possa
E a cabine
Motorista sem olho
Conduz-nos aonde?
Cabotino
Que rebaixa-me às vistas
Deixando-me ao viés do chão
Descobre-se tão mais profundo e raso do que eu
Subterfúgio
Dei-me um subterfúgio latente
Que as dores do plágio matam-me
E os dedos que ontem seguraram o desejo
Porventura talvez segurem um cigarro
Tornando-me ser evasivo
Ao olho que abaixa
E as pernas que encolhem
Empalideço-me
da logorréia dos dias
Dos pátios cercados...
E eu que pensava estar protegida
Fui pega
Imagem própria de osso
No plágio.
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