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João
Freitas Filho
Teresina
/ PI
Serra
Vermelha
Aquela
aroeira virou pau-ferro
Nos dióxidos de carbono que capturou.
Sua sombra guardou a chuva,
No grotão, se escondeu do machado
De visão distorcida do futuro
Que enxerga a mata derrubada:
A seiva da floresta sangrando,
A fauna empurrada no abismo da extinção
Que desbotou o azul da ararinha,
Retirou do tatu-bola a blindagem de proteção.
Nos metros cúbicos da lenha criminosa,
As fornalhas escaldantes do inferno
Queimaram o negro carvão de baixa qualidade
Que encheram os cofrinhos de indignidade,
No lucrativo uso do patrimônio de Deus,
Onde os bichos são vítimas do manejo insustentável.
É chegada a hora de fechar as portas da mata nativa,
Abrindo a janela de folhas verdes no inverno da esperança,
Na sobrevivência do respeito aos que estão por nascer.
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