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Evalnir Teles da Costa
São Gonçalo / RJ

 

Esperança

 

Não, não tenho esperança.
Ela morreu antes de mim.
Sou seu algoz passional
Acidentalmente sim, mas culpado.
Nem percebi até sentir falta dela.
Como se mata a esperança?
Tomando decisões erradas
que o colocam numa encruzilhada.
Quando o que você mais quer
está fora do seu alcance,
pelas sua próprias convicções,
seus valores,
respeito pelo que ama,
quem ama.
O que fazer?
Esperar o efeito Fênix,
que renasça das cinzas
com minha consciência do erro?
Não basta admitir culpa,
preciso pedir perdão.
Esperar absolvição em resposta.
E no esperar
dar nova vida a esperança.
Encontrar este remédio
que nos faça reviver.


 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 60 - Janeiro / 2010