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Ney Chagas Pompeu
Rio de Janeiro / RJ

 

Modelo

 

O sinal no céu ensaia o breu,
o clarão dos raios a incender
a chuva iminente sobre o ateu
molhando o pelebreu do Pompeu.

Reflexo irremediável do frio,
a teia de aranha no apogeu.
Tranqüilidade inegável do rio,
volta dos Montes Pirineus.

O teu tipo leteu,
não e igual ao meu.
Aonde estás Pompeu?
Volta do Mar Egeu.

Ilimitado, explosivo matéu.
Natural, amante, mortal.
Sentimentos finos exclusivos teu.
Verdadeiro, sonhador, letal.

A quem amor prometeu,
tens tua vida sã.
Carinho faze com os teus,
volta ao teu lugar titã.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 60 - Janeiro / 2010