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Gisele
Pereira da Silva
Camaragibe
/ PE
Negra
noite
Teu
corpo marcado pelo açoite dos chicotes
Quebrando o silêncio da noite
Preso ao tronco marcado
Pelo rubro sangue de tuas veias
As lágrimas banhando tua face suada
Cansada de tanto flagelo
As estrelas perdendo todo seu fulgor
Ao presenciar tanto sofrimento inocente
E toda esta violência mascarada pelo preconceito
Idealizado por uma raça despudorada
Ingênua, a Lua sofre calada
Testemunha de um crime
Que por séculos marcou
A vida de inocentes
Cujos descendentes também pagaram com a dor
Por um único delito a eles pertencente
De ter herdado o triste legado
E nascer trazendo consigo a marca do infortúnio
Representada pela negra cor.
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