|
Elizabeth
Maria Chemin Bodanese
Pato
Branco / PR
Carpe
diem
Hoje,
ao ler em uma revista,
A manchete estampada na capa:
O Fim do Mundo,
Deixou-me um tanto sem graça.
Fez-me refletir por um segundo,
O escrito de Horácio, um poeta,
Quando em seus versos nos alerta
Não sabermos o que os deuses
Reservam-nos, na próxima amanhã incerta.
Refleti
sobre a vida acelerada,
Que nos dias atuais, desenfreada,
Faz-nos escravos de um futuro incerto,
Robôs de um mundo cibernético.
Esquecemos de viver o agora,
Viramos peças de engrenagens, molas.
Em um momento veio-me à mente
Um filme assistido por mim, meio ausente,
Sociedade dos Poetas Mortos,
Em que intensamente,
Um professor instava os alunos,
A viver o presente.
Carpe
diem,
Aproveitemos o dia, o presente.
Mas, existe mesmo o presente?
| |
|