Rubens
Alves Ferreira
Brasília
/ DF
Homens
e deuses
A
lágrima do pranto
A lágrima do êxtase.
A deusa verte lágrimas
Estranho ver um deus chorar!
Olheiras de mortal comum
Abandono que pede abraço
Abraços que sugerem sonhos
A voz maviosa, doce da vida
Ela precisa de ombro
Um colo fraterno que seja
Soluça por amores terrenos
Sua alma pranteia amor
Seu corpo lateja carícias
A deusa está em nós
Ah!
Se sorvesse uma lágrima
Se degustasse um beijo
Se raiasse um sorriso
Se sacramentasse toda razão
A deusa está em nós
Um rosto, um corpo
Um riso e um choro
Um beijo, um afago
Um bem querer
Deus está no homem
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