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Ney Chagas Pompeu
Rio de Janeiro / RJ

 

Ceder

 

cedo vai..
cedo o passado.
ceda a sede.
sede mata.

cede a volúpia
sede ao amor,
ceda ao tempo.
cede, ceda dá.

seda colorida,
seda polida,
seda, pura seda.
cede, ceda, dá.

cobre teu corpo.
ceda a volúpia,
cede, ceda dá
ceda ingênua...

ingênua ceda,
a corte, ceda.

ceda tua virgindade.
ceda a bondade.
cedo, ceda dá.
mata a sede.


 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 59 - Novembro de 2009