Mercedes
Pordeus
Recife / PE
As
dores da natureza
Eu
queria ter-te em meus braços
Assim te acarinhar em meu regaço
E te acercar com o meu abraço
Dar-te o carinho negado ao teu espaço
E da tua luta indefesa aliviar o cansaço.
Levantar
feliz a tua bandeira
Empunhá-la firme e altaneira
A ti servir como uma sementeira
Ver-te bela e sempre lisonjeira
Sendo assim a estação primeira.
Sinto
tanto te ver tão triste assim!
Do teu canteiro cortaram o jasmim
Entristeceste-te por ti e por mim
Ah! Minha querida irmã natureza!
De ti, estão roubando a beleza.
Perguntas-me
por te denominar irmã?
Minha querida, bela e ingênua natureza
Esqueceste? Somos filhas do mesmo criador!
E é por ser tua irmã que sinto a tua dor
Porque perdeste o brilho pelo devastador.
Amazônia!
Amazônia! Devastada...
Hoje piso no teu solo desesperada
Por te ver tão triste e desamparada
Da bainha tiraram a grande e vil espada
Que te feriu ao longo de tua jornada. |