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Edith Lobato
Itaituba / PA

 

Nas nébulas sem nome

 

É tarde e o sol se pôs tão de repente.
Ausente, estou num mar de solidão,
Quinhão que fragiliza o peito ardente,
Ingente, dói demais o coração.

No vão das vagas brancas reluzentes,
Latente o pensamento, um alazão,
Trotando nestas águas transparentes,
Dormente injeta dor ao coração.

E por não ter-te aqui perto, meu amado!
Esmiúço no infinito eclipsado!
Consolo prá saudade que consome.

Em vão, varrendo o céu todo rosado,
O meu distante, olhar triste, enlutado,
Flutua pelas nébulas sem nome!


 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 57 - Setembro de 2009