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Rogério
Jorge Paulo Ferreira Mendes
Belém
/ PA
Primeira
vez
O que senti quando a vi pela primeira vez?
Assustado e trêmulo, me envolvi em segurança e êxtase?
A verdade é que não lembro da primeira vez que a vi,
A vi tanto depois que o rosto dela se tornou o meu reflexo, me reconhecia
nele.
Só lembro que sempre a conheci, seu cheiro, sua risada, seu
abraço, tudo sempre velho, tudo sempre novo,
Se ela sorria, eu sorria; se chorava, chorava; se amava, amava; ela
se deu e eu me entreguei.
É, realmente não lembro da primeira vez que a vi, mas
lembro da última:
O rosto meigo e sereno, com os olhos fulgindo de satisfação
- "tenho orgulho de ti, te amo"
E depois o universo explodindo, os sons me ensurdecendo, as explicações
acabando e o peito ardendo,
Vejam só, eu lembro, exatamente, o que senti da última
vez,
mas da primeira vez, não.
Mas meu amor, não importa como te conheci, se por querer ou
por bem querer,
O que importa é que te amo por toda a minha vida - é
o que está lá:
entre a primeira e a última vez,
É lá que está todo meu amor.
Te amo, Mãe. Saudades!
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