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Leuzo De Marchi Oliveira e Cardoso
Londrina / PR

 

Lamentos do Eu

 

Alma torpe e devassa!
A noite não é mais tua companheira.
Agora, a quietude te abraça,
Fazendo-te dela prisioneira.

Quiseste tudo e não tiveste nada.
Desprezaste o alfa e o ômega, o cedo e o tarde,
Na embriagada procura pela
"gêmea amada",
Ignorando o triste desfecho do teu alarde.

És culpada, e com dura pena!
A mesma mão suave e fagueira
Torna-se grave ao tomar a pena,
Destilando uma paixão sem fronteira.

Não fazes mais parte da jornada.
Na dor do descer o véu da verdade,
Restou a fria e amarga lágrima rolada,
De uma alma seca pela crueldade.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 57 - Julho de 2009