Argentino
Vidal
Belo
Horizonte / MG
Olhai
o direito de viver de todos
Olhando o mundo sem nenhum apelo
Marcham exércitos desumanos
Seguindo o culto ao deus do século
Séquitos instrumentos insanos
Bandos comandados a radar
Vão
criando angústia com mãos de pedra
Suando gotas de sangue ferventes
Estilhaçando vidas almas pela metra
Restando somente aos inocentes
Morte, dores, eternas cicatrizes.
E
na renúncia cega da vida alheia
Procuram levar seu mastro desfraldado
Fazendo suas armas de bateia
No garimpo do poder desmedido
Usam até núcleos radiativos.
E
aos ombros dos grandes poderosos
Pesam sempre lucros econômicos
Comandando o mundo, impiedosos,
Sem arrependimentos nem remorsos
Pelas miseráveis vidas decepadas.
Lamentos
se as trevas ouvissem
Talvez repugnassem e alegrariam
Pois se esta infernal vida sofressem.
Talvez comparada às trevas sentiriam
Felizes por estarem em fornos pecadores.
Olhai
o direito de viver de todos
Salvai desta contaminação que assola a Terra
Dos lucros com sangue inocente dotados
Trocando a violência ridícula da guerra.
Pelo amor, a paz que todos desejamos. |