Regulamentos Como publicar Lançamentos Quem somos Edições anteriores Como adquirir Entrevistas
 
Antologia on line
 

Elizabeth Maria Chemin Bodanese
Pato Branco / PR

 

Pandemia mental

 

Ano? Dois mil e nove!
O mundo está triste, iníquo, atrasado.
Ao meu eu, ininteligível, revoltado.

O pânico assola os humanos.
Uma pandemia isola as pessoas.
Além disso, reina no mundo a desordem.
Quem é o responsável pela ordem?
Que esperança de um futuro bom tem o jovem?
E, as mães que já nem mais dormem?

Ah, quanta injustiça se vê todos os dias!
Quanta miséria de fome e de mente
Cinge o povo que se deixa enganar
Por gente que o quer governar!
Torpes ardentes a um planeta de natureza bela,
Terra que pede clemência aos habitantes dela.

Animais indefesos são mortos aos milhares
Para barrigas insatisfeitas alimentarem.
Árvores tombam sem cessar!
Tudo em nome do progresso!
Progresso? Isso é progresso?

A vida deve ser mais justa e ter graça.
Ao homem ainda é tempo de retificar,
O mundo que um dia aos descendentes vai deixar.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 57 - Julho de 2009