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Lázaro Ferreira
Salvador / BA

 

Prisão

 

Desejamos tantas coisas,
algumas até que acertamos,
outras se vão, sem chegarem.

E cansamos de existir
silenciosos no entardecer.

Passo a sair e procurar-me,
Reconhecendo os limites, me perco.

Sereno, me pinto e me perfumo,
e com todas as cores,
tenho a alma desenhada pelo artista.

Sem usar nenhuma palavra
faço a declaração da vida,
saltitante o meu coração te espera.
Hoje!
Amanhã,
talvez?

O que nos prende?

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 56 - Junho de 2009