|
Zé
Olavo Balthazar
Rio
de Janeiro / RJ
Vinho
do inferno
No
cálice do vinho eu tomo, a coragem
(tão rara, eu sei) de gritar pros companheiros
que os últimos não serão os primeiros,
que a vida não continua, pára,
de viver proverbiando,
pois que é da vida subalterna
submissa, acomodada,
que se alimenta o canalha
cafetão explorador
que em troca da tua dor
oferece a vida eterna.
Toma do cálice que eu bebo
prova do clarão o gosto
Deus não nomeou preposto
vagabundo safado
vendedor de salvação.
| |
|