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Sandra Almeida
Cacoal / RO

 


Soneto ao tempo

 

Se sonhei fiz loucura, era tarde.
Esqueci do tempo sussurrando.
E envelheci com ele murmurando,
infeliz, fez tudo sem alarde.

Se não sonhei, não soube viver,
entregue ao tempo, pequei!
E tinha tantos sonhos pra viver,
intimidei e no tempo escoei!

Lamentando, desatinada, esperarei,
entre frases desesperadas, estarei.
Como um clichê de cabaré.

No tempo me perco, nele me reencontro,
vou compassada, para esse encontro.
Conciliando, todo mistério desse tempo.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 56 - Junho de 2009