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Estrela d'Oeste / SP

 


Um aceno do passado

 

Quem me dera descobrir naquele aceno
As rotas indefinidas de uma fuga ao passado
Tempo no qual acolhi o amor cansado
Como se dele eu fosse um guardião sereno

Quem me dera o entender como acenos
Chaves da clausura das ilusões perdidas
Desfaria nossos destinos trocados ao menos
Refaria símbolos de felicidades infinitas

Quem me dera não ter visto aquele aceno
Vindo remoçar-me assim ao encontro do presente
Como se o passado ainda pudesse em nós ser pleno
Como se o futuro ainda nos esperasse calmamente

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 56 - Junho de 2009