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Danilo Fernando de Oliveira

Andirá / PR

 


Apoesismo

 


Pedra é Pedra,
Flor é flor,
Não importa em qual estrada,
Seja aonde for,

Não há motivos para exagerar,
Respiro para obter ar,
Exagero sem medida
Querer explicar a vida,
A gota de chuva que cai,
A pessoa amada que vai,
O sentimento que do peito não sai,

Que sei, quem sou, quem és?

O que vejo é o que vejo,
Nada mais que um percevejo,
Um inseto é certo,
Por que dizer que é algo mais?
Por que buscar beleza onde não há?
Ah! Tanto faz,

Rima em ritmo e som
Desafinando ao sair do tom
Que bom e que ruim
Que maluquice é o fim

Pedra é pedra,
Flor é flor
É só ver e aceitar

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 56 - Junho de 2009