Paulo
Gustavo Loureiro Ouricuri
Rio
de Janeiro / RJ
Soneto
sobre o Retrato de Dorian Gray
Quem será que figura no retrato?
A face do homem, ou só o que se esconde?
A vileza, a torpeza, o nefasto ato...
E todo sofrimento, esconde-se onde?
O
maligno conserva-se bem jovem
E as donzelas seduz co´a vã beleza
Não se envergonha, por mais que discordem
Dessa maldade jorrando em sua crueza
É
Dorian o demônio profanando
A nobreza do humano, há nele um hiato
Que resguarda a maldade deste arcano
E
todos que ficaram lamentando
Enfim, são consolados no último ato
Co`o fim do vil retrato, morre o insano
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