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Eritânia
Castro Machado de Sousa Brunoro
Rio
Branco / AC
Galáxias
de poesias
Crio universos inteiros e derramo-os no papel,
Como se traçasse um mapa das minhas galáxias.
Desenho cada trajetória dos teus planetas,
E descrevo-as, em forma de requintados versos.
Submeto
o papel à claridade dos meus olhos,
Refletindo as cores que aquarelam tua essência.
Citações inteiras, entrelaçadas em minhas poesias,
Não se perdem em meio as tuas reminiscências.
No
papel, descansam agora, as frias palavras,
Que exalam o perfume da tua ignorância.
Os astros, que iluminam teu rosto, ora descrito,
Delineam com lucidez os teus lábios macios.
Nos
rascunhos, dessa história acalentada,
Lamentam o esquecido ser na ausência imposta.
No papel, repousam as evidências das tuas formas,
Em meus universos formados pela dor recitada.
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