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Fernanda Espinha da Cunha
Rio de Janeiro / RJ

 


A persistência da inconsistência

 


E pensar que num instante
Tudo ficou diferente
Nada mais, daqui para a frente
Como havia sido antes.

Porém semelhantes agrúrias
Outros sei que já passaram
Planos que nunca vingaram
Sustentados por lamúrias.

Mas para quê essa inconsistência
De perpetuar o que não tem jeito?
Em querer reter um tempo desfeito
Com tamanha persistência?

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 56 - Junho de 2009