Elizabeth
Maria Chemin Bodanese
Pato
Branco / PR
Ode
a Helena Kolody
A efemeridade do tempo
Não pode sepultar os versos
De Perfume da Literatura,
Reika, por sabedoria.
Não é Helena de Assis
Nem Helena de Homero, a de Tróia.
É Helena dos verdes pinheiros,
Do Paraná, do Brasil de coqueiros altaneiros.
Das pinhas grávidas de pinhão
Das grimpas deitadas no chão.
Da terra da Gralha Azul
Do céu anil do Sul.
É
Helena dos versos singelos,
Do cotidiano nos elos.
É Helena da caixinha de música,
Da cantiga de roda e do sorriso do menino.
Helena dos versos verdes e amarelos
Feitos no deslizar do lápis de uma princesa
Identidade histórica paranaense por natureza.
É Helena Kolody,
Princesa dos versos daqui.
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