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Maria do Carmo Marques Ramos
Tatuí / SP


Canção do violeiro

 

Ó vento fresco, que sopra dos descampados,
Carrega pra longe a canção do violeiro.
Arranca de meu peito amargurado
O rosto dele, seu corpo inteiro.

Canta, canta, a viola
Do violeiro a canção.

Ele partiu na noite escura,
Quando as aves buscaram o ninho.
E o orvalho na noite deitara.
E eu fiquei sem seu carinho.

Canta, canta, a viola
Do violeiro a canção.

Pensei que ele voltasse,
Ao romper a linda aurora.
Não pensei que me abandonasse,
Deixando-me na triste espera.

Canta, canta, a viola
Do violeiro a canção.

Nesta hora de pranto e saudade,
Meus doces sonhos irreais ...
Foi embora minha felicidade
Porque ele não voltou mais.

Chora, chora, a viola
Canção triste do violeiro.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 56 - Junho de 2009