Glória
Brandão
Itabuna
/ BA
Poema
luz
Bordei
com fios de ouro as vestes do meu viver
Não para pisar em um palco e brilhar como o sol
Para que os dias plúmbeos não pudessem me deter
Sou alada e meus versos é luz iluminando o arrebol.
Prostrar-me
aqui enquanto a vida corre lá fora?
Nunca! Nesse mundo de incessantes novidades
De gente que chega e nem sabe deixar saudades
Onde, fatalidades ao acaso acontecem a toda hora.
Há
tanta audácia nesse viver e tantos querem aparecer
Bactérias e vírus novos com mais resistência
Asquerosos são os vermes humanos, fazem-nos padecer
A natureza inocente, sofrida... Enlouquece por clemência.
Insisto
em usar as vestes douradas que um dia bordei
Para que não morra de tédio com o cinza da nossa nação
Planos sórdidos, promessas em vão, larápios de
coração
Há esperança! Já gozo vitórias que um
dia aspirei.
Se
acontecer, minhas asas quebradas, estarei a brilhar
Leitor, guarde isso na tua memória, guarde agora
Dignidade é Tesouro da Cor do Ouro - não pode olvidar
Devemos sempre reluzir! Deus é Luz a toda hora . |