Mauricio
dos Santos
Paranaguá
/ PR
Pitanga
tem gosto de infância
Somente de olhar...
Para sua forma carambolada
Inunda minha boca
Dessa mistura salivada
Atiçando a vontade
Que com força invade
Meu pensamento
Trazendo num momento
Toda a alegre lembrança
Da longínqua infância.
O vermelho incomparavel
Guardado nos arquivos
Empoeirados da retina
Diz que combina
Em toda a sua plenitude
Cor e sabor.
Sabor esse arquivado no paladar
Vindo à tona a cada degustar
E a cada nova experiência
Aflora a carência
Tal qual um menino que quer
Constantemente um colo de mulher
Obviamente
que vem junto
O pedido de carinho
De um moleque brejeiro
Faceiro, entregue em mãos angelicais;
Querendo sempre, mais e mais:
Absorver o sabor, o calor do ninho;
Inocente criança, transbordante de esperança,
Envolto em sabores escondendo mil amores.
|