|
|
| Antologia
on line |
Bimbalharam os sinos da matriz anunciando a morte do eu, resistindo até o último minuto, assim morreu. A lapide fúnebre trazia a seguinte escrição: " aqui jaz um pecador, narcisista, indisciplinado, impudico, que em sofismas morreu; ele era eu". oh, como doeu a morte do eu! Felizes os que não dormiram na ignorância, os que não fizeram do eu o seu tudo. pois, quando eles morrerem não sentirão a terrível dor da separação. |
|
Publicado
na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 54 - Abril de 2009 |