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Aldo Martin Sotero
Málaga / ES

 

Irreversível

 

Passou, e pronto!
Foi como um sopro,
sequer percebi
o início, o meio ou o fim.

Custa-me, agora, crer
o quanto idiota foi minha pretensão
de achar que o futuro traria meu encanto.

Ah, melhor...
o melhor, hoje eu sei,
foi tudo aquilo que passou.

O que vem pela frente
- como dói saber disso -
é sempre saudade, remorso, dor e pranto.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 52 - Dezembro de 2008