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Claudinei Caetano dos Santos
Cuiabá / MT

Mulher


Pelos mansos leitos regatos, singela és a figura feminina
Raciocínios incapazes; perpassam ideologias incapazes
Nossos pensamentos rudes perante este anjo de ente,
Esta pérola embelezada que resplandece ao belo amanhecer do dia.
Nos mostrando por entre o orvalho da madrugada,
O que o silêncio das trevas e o medo do inconsciente...
Nos atormenta além de nossas figuras trêmulas,
Queima a alma de qualquer amante - amor platônico sofre e sente
Ser destruído ao inferno das paixões.
É uma tal beleza cuja doçura; não pode ser relatada pelo mais eficiente raciocínio.
É uma tal formosura que as belas cascatas
Em seu seio resplandece nas águas cristalinas de sua queda;
As flores se abrem quando a vêm passar;
Os pássaros de tão encantados cantam em sua presença.
Este jeito de inocente é mais uma arma
Usada por felinas famintas por prazeres.
Os aljôfares que correm de tão encantadores rostos são díspares do grácil,
Orvalho que umedece ao cair da matina,
Por tão sensível que a seja guardada
Em pensamentos opimos em meu ver.
Seus aljôfares são como águas cristalinas que nós!
Homens, não somos dignos de tocá-las,
Mas, talvez em abomináveis e pudicos pensamentos
E raciocínios esta tal beleza feminina
Não passa apenas de ficção ideológica pessoal,
Que considero - os ignominiadas, incapazes de sobrepor
Em suas mentes medíocres a graciosidade da mulher.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 51 - Dezembro de 2008