|
Giulia
Martinovic
Rio
Claro / SP
Dolly
Ela
se foi para sempre, contudo,
Posso ainda senti-la
Dentro da casa, no ar,
Entre as flores do vergel.
Não é só nos retratos-alma
Onde uma face alva de olhos claros
Fitam-me profundamente.
E não brota só de minha mente
Os gritos e sussurros
Que ecoam pela casa quando
A sua figura etérea surge
Deslizando suavemente
Sobre tênues linhas, invisíveis
Quando o sol nasce
E emaranhadas sob os raios lunares
Todas elas se juntam e separam,
Depois, unem-se novamente, qual átomos
Compondo um único ser
De beleza estonteante
Tão grande, tão diminuto,
Dependendo dos olhos de quem observa
E do coração de quem sente
A sua presença.
|
|
|