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Michele Mitsuy Tangi
Maringá / PR

Poema sem título

Morrendo vive lá noite tardia
Cujo sol esquecido vira neve
Madrugada longínqua, desvanece
Alma minha sussurra falecida

Penumbras surdas, monstros decadentes
Peitos feridos, cálidas torturas
Em torpes desalentos, desventura
Calorosos amores, incidente

Cruz empenhada, vala rarefeita
Implícita tristeza, dor latente
Solidão voraz, neve derradeira

Se vive, esperando, padecendo
Homem, filho divino, mal agouro
Pr'a que cruel algoz, se vai morrendo???

(a Evely Vânia Libanori)

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 51 - Dezembro de 2008