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Giulia Dummont
Taquaritinga / SP

Espelho d'alma

O tempo
incide, incerto,
sem medida,
na face que advinha
o que resta de vida.
O espaço
se torna moldura
imensa, retorcida,
qual abstrata pintura.

A alma, entrementes,
que lá reside
em cada criatura,
em toda vida, em toda lide,
não conta tempo
não sabe espaço.
Apenas se enclausura
no reverso do espelho
à espera de ser, jacente.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 51 - Dezembro de 2008