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Rita Motta
Cachoeira Paulista / SP

Meu nobre, meu destino

É... A vida nos enche de desafios...
Passamos por dias, meses, e anos tão frios.
Andando contra o vento, insistimos no caminho.
Em busca de algo que para nós mesmos nem faz muito sentido.
Toda alma tem sede de algo que muitas vezes não consegue explicar.
É um pedaço que falta lá dentro. Mas com palavras não é possível expressar.
É como se soubéssemos que em algum lugar do mundo vaga perdida a continuação de nosso ser.
Como se precisássemos dela e ela de nós, para que se possa sobreviver.
Vencer os ventos, vencer o frio.
Vencer o inverno triste, e desaparecer com o vazio.
Um dia, encontrei num olhar e num sorriso, algo como uma porta se abrindo.
O coração parecia reconhecer como um sinal do destino.
Sem pensar fui entrando por aquela porta, mergulhando naquele sorriso.
Aquele olhar iluminava tudo ao meu redor, e nada mais era sombrio.
A sensação de faltar algo já não existia.
Um sentimento ainda novo, aos pouquinhos me envolvia.
Minha alma ia saciando toda a sua sede.
Louca por conhecer mais dessa abundante fonte.
Minha metade, sorrindo pra mim, bem ao meu lado.
Nós dois ali, num destino, com cada detalhe traçado.
E nada mais me importa a não ser mergulhar cada vez mais fundo,
E deixar que o destino que nos uniu, cuide também do nosso futuro.

(Para meu namorado Thiago Nobre de Andrade)

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 50 - Novembro de 2008